Algarve para Crianças 1

Com o Verão chegam as férias, os banhos, os castelos de areia, os gelados, o cheirinho a protector solar e as caminhadas à beira-mar. Mas há vida para além da praia?!




O Verão traz-nos também entardeceres maravilhosos: em nenhuma outra época do ano olhamos o céu com tanta atenção ou durante tanto tempo. O espectáculo de cores de um pôr-do-sol merece muitos poemas. E depois há o céu estrelado, criado para nos reduzir à nossa pequenez.

Claro que a praia é tudo de bom, abre o apetite dos petizes, o sol torna-nos mais felizes, a maresia faz uma limpeza à alma. Mas e se a meteorologia nos pregar uma partida? Não há nenhuma lei que proíba a chuva e o vento na época do estio. Foi a pensar nesses dias atípicos, e também porque as férias merecem algumas ocasiões especiais, que pensei fazer este roteiro, especialmente pensado para quem tem filhos pequenos.

A primeira proposta para a garotada é uma visita ao Centro de Ciência Viva do Algarve (Faro), pertinho da Ria e a um metro de distância da histórica Vila-Adentro. Este é um espaço interactivo, onde podemos aprender sobre a evolução dos oceanos: ver o interior de um vulcão, tocar diferentes rochas vulcânicas, subir a um simulador de terremotos, observar o comportamento dos sedimentos no fundo do mar…

Várias forças da natureza estão ali representadas, das marés a um vortex, dos tornados ao mistério do triângulo das Bermudas. Vai daí e afundamos mesmo um pequeno navio. 

Depois, temos três aquários de água salgada, um deles tropical com belíssimos peixes-palhaço, que as crianças acham sempre piada, outro a que chamam apalpário. 

O que raio é um apalpário? Apenas um aquário onde podemos mexer, que reconstitui os habitats da Ria Formosa, ali ao lado, quando a maré desce e as poças pululam de vida. Há por ali vários ouriços e pepinos do mar, porque os pequenos caranguejos, peixes e búzios não se deixam apanhar. Mas nós deixamos os pequenos seres sossegados (também não gostava que me apertassem)!






Um Jardim Mágico e muitos répteis

Terminada a volta pelos mares (quais intrépidos navegadores de outrora) saímos do edifício para subir ao terraço, com uma pacífica paisagem sobre a ria, onde um relógio de sol nos surpreende. Já são 16h00, o tempo voou!

Descemos ainda para explorar o Jardim da Cigarra, criado em 2009, sob o conceito das energias renováveis. As plantas reagem à nossa passagem, um girassol aprisiona energia solar, o rádio é alimentado pelo vento, e o som de uma cigarra brinca ao esconde-esconde, por entre a vegetação.

Mas o que prendeu a atenção do meu pequeno explorador foi um lago rodeado de bicicletas coloridas, que exige a nossa energia (pedala mãe, que as pernas do Pedro não são suficientemente compridas!) para enviar um jacto de água e regar as flores no centro.






Adiante, dois camaleões siameses tentam ganhar uma corrida, através de dínamos accionados por duas bicicletas. Felizmente, desta vez, não tenho que pedalar. Sem um adversário, o jogo não tem piada.

Para além da exposição permanente, sob o signo dos oceanos, e deste jardim sui generis, vale a pena estar atento aos workshops ou exposições temporárias que o Centro de Ciência Viva promove.

Em Julho, conseguimos visitar a Expoanimalia, com muito espírito de sacrifício da minha parte, que nutro uma certa aversão a répteis. A exibição ficava no primeiro piso, onde nos esperavam dezenas de cobras (jibóias, pitons e outras que não fixei o nome e tentei nem fixar o olhar…), lagartos de vários tipos e um amoroso camaleão fêmea.





O organizador desta exposição e dono de todos aqueles animais, Pedro de seu nome, quarenta e muitos anos, explicou-nos tudo sobre os seus bichinhos de estimação que, confessou-nos, preenchem uma parede inteira na sua sala de estar. Há quem tenha ecrãs gigantes. Ele tem centenas de terrários com cobras e outros répteis a decorar a parede. Credo! Será que recebe visitas em casa?

Alimentou, para muita repugnância minha e deleite do meu filho, um dragão barbudo com baratas gigantes (suspeito que fossem baratas mutantes, pelo tamanho). 

Graças a Deus, tudo terminou com um episódio simpático. O camaleão subiu pelo braço do meu filho, que se portou como um campeão e não se mexeu um milímetro, nem mesmo quando o bichinho se agarrou aos seus óculosE com esta imagem amorosa vos deixo. Dentro de dias terei mais sugestões para a pequenada. Até lá!


Dica importante: à quarta-feira à tarde, o preço dos bilhetes tem uma redução de 50%. No nosso caso, pagamos 6€ ao invés de 12€ para as duas exposições (um adulto e uma criança).

Site do Centro de Ciência Viva: aqui 



:::::::::::: :::::::::::::



Programa alternativo: Zoo de Lagos

O Zoo de Lagos é outro espaço interessante no Algarve, para quem gosta deste tipo de programas.

Uma óptima oportunidade para ver vários tipos de macacos, cabras e ovelhas, para além de lémures (aqueles amiguinhos simpáticos do filme Madagáscar), cães da pradaria, capivaras, um zebu anão, póneis, burros e cavalos, linces, uma suricata, hipopótamo, veado, crocodilo anão, tartarugas e cobras. 

Mas o Zoo destaca-se sobretudo pela sua colecção de aves.

Site do Zoo de Lagos: aqui | Horário: 10h-19h de Abril a Setembro; 10h-17h de Outubro a Março | Bilhete: 14€ (crianças a partir dos 4 anos) e 18€ (adultos). Preços de 2018



Etiquetas: , , , , , , , ,