Porto sem gastar um tostão

Já conhece o essencial do Porto, atravessou a ponte Luís I várias vezes, subiu aos Clérigos, conheceu a Lello e o Palácio da Bolsa, mas ainda sobra tempo na cidade invicta? Fantástico. A cidade não tem que ser repetitiva e, melhor ainda, há muitas atracções a custo zero. Descubra o que pode fazer no Porto sem gastar um cêntimo. 



ROTA DOS AZULEJOS



Uma das mais belas idiossincrasias do Porto são as paredes cobertas de azulejos azuis e brancos. O fascínio pelos painéis de azulejos pode motivar um pequeno roteiro a pé, aproveitando para desvendar as histórias que cada um deles conta. 

A estão de S. Bento é um dos lugares emblemáticos neste trajecto que inclui ainda vários templos como a Sé (painéis nos claustros), a Igreja de S. Ildefonso que vela na Praça da Batalha, contando histórias do santo através dos seus azulejos, a bela Capela das Almas (numa esquina da Rua de Santa Catarina), que mistura a vida de Santa Catarina de Siena com a de Santa Catarina de Alexandria, numa bela embrulhada homónima… ou a Igreja do Carmo (na foto). 

Outro ponto desta rota fica no nº 4 da Rua de S. Miguel, uma das principais artérias da Judiaria Nova do Olival, criada no século XIV. A fachada da casa, actualmente em processo de restauro, está coberta de azulejos, alguns dos quais relatam episódios da vida de Nossa Senhora. 

Mas os azulejos espreitam a cada esquina, ainda que nem sempre monocromáticos: no interior da Casa da Música, nas casinhas da Ribeira ou na fachada art noveaux do mercado do Bolhão. 




JARDINS, JARDINS E MAIS JARDINS 





Um passeio romântico, um piquenique em família, o descanso num banco com vista para o Douro, uma caminhada depois de um lauto almoço? Do Passeio Alegre à Cordoaria, do Jardim Botânico ao Parque da Cidade, o Porto tem espaços verdes belíssimos e extensos. 

Com 83 hectares, o Parque da Cidade é o maior parque urbano do país. As crianças jogam à bola nos longos relvados ou alimentam os patos, os adultos caminham ou correm nos quase 10 km de trilhos. Em 2002, o Parque estendeu-se até ao mar e o carinho dos portuenses pelo espaço - distinguido pela Ordem dos Engenheiros como uma das cem obras portuguesas mais notáveis do século XX - só aumentou. 

Nos jardins do Palácio de Cristal, namora-se com vista para o rio, entre japoneiras, gingko bilobas, tílias e outras árvores centenárias. Os exuberantes pavões emprestam um colorido bonito ao espaço, onde fica também a Biblioteca Almeida Garrett (com um programa cultural sempre simpático). 

Mesmo no centro histórico fica o Jardim de João das Chagas, mais conhecido como Cordoaria – porque antigamente os cordoeiros entrançavam ali grossos cordames náuticos - com as inusitadas esculturas do madrileno Juan Muñoz. "Treze a rir uns dos outros" é o nome da obra com 13 alegres de conversadores perdidos de riso. 

Mas o mais belo deste jardim é mesmo o seu conjunto de plátanos, deformados, dizem as crónicas, por uma moléstia que os atacou. No pico do Inverno, completamente despidos e cobertos por uma fina camada de musgo, ficam ainda mais bizarros, como que esculpidos por bizarros surrealistas




ART DISTRICT 



Um dos quarteirões mais surpreendentes da cidade invicta surge na envolvência da Rua Miguel Bombarda, que nasce no início da Rua da Cedofeita, com uma ambiência artística deliciosa e boémia. Na verdade, as galerias, os espaços de exposição - como a Cruzes canhoto, com o projecto “arte bruta” feita por artistas diferentes – são complementados com a arte informal de rua e propostas de comércio alternativo. 

É o caso da Casa Diogo (de que falaremos num futuro post), a Rota do Chá ou o Centro Comercial Miguel Bombarda, onde se encontra de lojas de roupa em segunda mão, a mobiliário de autor, cosméticos orgânicos a artesanato. 

Alguns destes espaços estão fechados ao domingo, pelo que vale a pena passear por ali noutro dia ou informar-se acerca da programação, já que por vezes existem abertura de várias exposições em simultâneo, acompanhados de animação de rua. 



FESTAS DE S. JOÃO 



O S. João é um dos santos mais celebrados por toda a Europa mas nenhuma cidade o festeja como o Porto. Cada bairro participa de alguma forma na festa popular, nomeadamente através das cascatas, cidades em miniatura com lugares e costumes de outros tempos, figuras de barro de cores vivas, profissões desaparecidas e animais que já não se vêm nas cidades (a mais famosa é a cascata das Fontainhas). 

A festa prolonga-se durante 5 semanas com espectáculos, concursos e a tradicional regata de barcos rabelos, que partem da Foz e cortam a meta junto à Ponte Luís I. 

Tudo culmina na noite de 23 para 24 de Junho, quando o rio parece transbordar para as ruas, inundadas por correntes humanas, numa alegre mistura de turistas (1,5 milhões durante as festas) e moradores. Na Baixa vende-se manjericos, cravos, alho-porro e também os martelos com que se bate, amigavelmente, na cabeça de quem passa. 

As fogueiras são ateadas nas ruas, para que os mais atrevidos provem a sua coragem, os balões de papel são lançados no céu e, à meia-noite, as margens do Douro iluminam-se com o fogo-de-artifício. 

Se planeia uma visita ao norte de Portugal no Verão, aproveite para conhecer as tradições sanjoaninas da segunda maior cidade portuguesa. 



CENTRO PORTUGUÊS DE FOTOGRAFIA



Durante 200 anos foi cadeia, deu “guarida” a nomes ilustres como Camilo Castelo Branco e a sua amada Ana Plácido, o salteador Zé do Telhado ou o jornalista João de Chagas. Hoje, o imponente edifício do século XVIII em pleno Campo dos Mártires, ali a dois passos da Torre dos Clérigos e da Cordoaria, acolhe o Centro Português de Fotografia. Em algumas das antigas celas veem-se raras câmaras daguerreotípicas, câmaras de madeira, de fole e outras máquinas fotográficas antiquíssimas. 

O CPF não só gere a colecção nacional de fotografia como promove exposições temporárias belíssimas. Neste momento e até Março, estão patentes quatro mostras: Ilhas, Rituais do Ver, A Esfera de Empédocles (uma pequena selecção da colecção nacional) e Extraños (sinopses aqui). 




MUSEU SOARES DOS REIS 



O Museu Nacional de Soares dos Reis nasceu em 1833, pela mão de D. Pedro IV, sob outro nome e noutro lugar. Hoje está belamente instalado no Palácio das Carrancas e, aos domingos e feriados de manhã, é de acesso gratuito para todos os residentes em Portugal. 

O que se visita ali? Primeiro que tudo: a coleção do portuense António Soares dos Reis, escultor maior da cidade. Segundo: o núcleo de pintura portuguesa do século XIX-XX, com artistas românticos e naturalistas (por ali José Malhoa, Columbano ou Silva Porto). No segundo piso, existe ainda uma coleção de cerâmica interessante, com faiança nacional e porcelana oriental. 

Na ala dedicada às exposições temporárias está patente, até 18 de Março, a fantástica exposição «José de Almada Negreiros: desenho em movimento». Uma parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian que foca a ligação da obra do génio português com o cinema. Entre os trabalhos inéditos ali apresentados, destaca-se La Tragedia de Doña Ajada (1929), especificamente concebido para o ecrã de cinema. 



SERRALVES



Dizem que toda a cidade que se preze tem uma escultura gigante do casal Claes Oldenburg e Coosje van Bruggen. Filadélfia tem a mola de roupa. A Universidade de Yale tem o batom gigante. Chicago, uma carteira de fósforos. Bilbao tem um canivete. Tóquio, um serrote. Milão, a agulha. O Porto tem a colher de jardineiro, levemente enterrada no Jardim de Serralves. 

Mas este é apenas um detalhe num museu de arte contemporânea que tem entrada gratuita aos domingos de manhã. Nem sempre entendemos o que a arte nos propõe, mas é sempre um exercício de reflexão interessante. Para além disso, o museu é rodeado de jardins maravilhosos. Existem visitas guiadas ocasionais à Casa e jardim, mas a Fundação Serralves tem alguns mapas com vários percursos disponíveis (aqui). 

Depois há o Serralves em Festa no início de Junho, com milhares de actividades para todas as idades. 







Museu Soares dos Reis aqui| Horário: ter-dom 10h-18h | Bilhete: 5€ (adulto), grátis (até aos 12 anos), grátis aos domingos e feriados até às 14h00 para residentes em Portugal 

Biblioteca Almeida Garrett: aqui

Centro Português de Fotografia: aqui | Horário: ter-sex 10h00-12h30 e 14h00-17h00; sáb-dom e feriados 15h00-19h00 (Novembro a Fevereiro) 

Museu de Serralves aqui | Horário: seg-sex 10h-18h, sáb-dom 10h-19h |Bilhete: 10€ (adulto), 5€ (jardim), grátis (até aos 12 anos), grátis ao domingo até às 13h00.






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34 comentários

  1. Um excelente passeio, e um belo vídeo. Adorei.
    Um abraço e uma boa semana

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  2. Que beleza! Quantas possibilidades sem nada gastar e tanto a aproveitar! beijos, chica

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  3. quanta coisa bonita a custo zero, para se fazer... e em todas as cidades existe, basta que tenhamos vontade de conhecer melhor (seja a cidade em que vivemos ou estamos visitando) e que tenhamos alguma sede de conhecimento.
    Obrigada querida amiga, por mais esta aula de cultura e história! bjs desejando excelente semana!

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    1. Verdade. Só é preciso estar atento, a maioria das cidades tem uma programação cultural regular que inclui, por vezes, espectáculos e outros eventos gratuitos também

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  4. Tanta coisa legal para ver e fazer no Porto! Tive o prazer de conhecer um pouco do museu de Serralves e quero muito aproveitar a festa de São João em Portugal! Quem sabe um dia! :)

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  5. Toda cidade tem suas atrações gratuitas e agora vi que a cidade do Porto tem também vários pontos interessantes.

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  6. Viajar e conhecer um novo lugar é ótimo. Mas viajar e conhecer locais lindos como esses e sem gastar nada é melhor ainda. Adorei todas essas dicas.
    Ainda não conheço Porto. Mas em breve irei e ja anotei tudinho.
    Obrigado por compartilhar.

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  7. Estou indo a Porto em alguns meses e começando a planejar minha viagem. Mal posso esperar pra ver tudo isso de perto, adorei ver um pouco mais dos pontos de Porto no seu post, obrigada!

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    1. Se vier no Verão, não se esqueça do S. João e do Serralves em Festa

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  8. Programas ultra interessantes pela cidade do Porto.Eu me perderia horas contemplando os painéis de azulejaria e, de bônus, aproveitaria o mês de junho pras festas do São João bem comemoradas na localidade.

    Ótimos passeios e, ainda gratuitos, vc nos traz, Ruthia. Bem legal!
    Abração,
    Calu

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    1. Os painéis de azulejos são realmente incríveis e dão um colorido muito especial à cidade.

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  9. Percebo, com a alma em festa que o Porto ainda tem muito a me mostrar! A Rua Miguel Bombarda estava em meus planos, mas não tive tempo. Não fui aos parques, não vi a colher de jardineiro e muito menos visitei o Museu Nacional de Soares dos Reis. Um dia Porto querido, estarei por ai novamente. Enquanto isso não acontece viajo por aqui, feliz, feliz.

    Por aqui, pela Bahia, comemoramos o São João também, de outra maneira, mas costuma ser animado por muito forró, milho e amendoim cozido, licor e fogueiras. :) bjinhos

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    1. É difícil ver tudo numa primeira visita, a não ser que seja uma estadia longa. Mas é sempre um bom argumento para voltar.
      O S. João deve ser uma época animada em qualquer parte do mundo que se festeje. Aliás, em tempos fiz um post contrapondo as tradições juninas portuguesas e brasileiras.
      Beijinho

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  10. Já amei de cara o título - conhecer sem pagar nada, heheheheh. Quem não adora economizar né? Mas eu gostei demais do roteiro. A minha filha amaria a rota dos azulejos porque ela ama os azulejos portugueses. Ótimas dicas, parabéns!

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  11. como disem né, de graça até injeção na testa aheuahue fiquei bastante interessada na rota dos azulejos, aqui no BR temos alguns exemplos mas estão quase todos longe de onde eu morava!

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    1. Hahaha, nunca tinha ouvido a expressão, mas acho que dispenso as injeções na testa. Mesmo gratuitas!!!

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  12. Conhecer lugares novos é bom, se for de graça melhor ainda! 😁
    Obrigada pelas dicas.

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  13. Até me emocionei vendo esse post. Vivi no Porto alguns meses e me deliciei com todas as atrações que citou. Sempre se gasta pouco e se recebe muito do Porto! Agora só me falta passar ai o São João!

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  14. Muito interessante saber sobre a Festa de São João em Porto.
    Em São Paulo as escolas e igrejas mantêm a tradição das festas juninas, com quadrilhas e roupas típicas, embora as crianças mais velhas e os adolescentes prefiram músicas conhecidas como Sertanejo universitário, e trajes mais para cowboy americano do que para caipira brasileiro, uma pena.

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    1. Os jovens vão criando novas modas, ainda que nem sempre muito genuínas. É uma pena realmente, porque as tradições juninas brasileiras são maravilhosas e surpreendentes

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  15. Ótimas dicas e ainda melhor que são abertas ao público, tem até museu. Gostaria muito de conhecer a festa de São João, já que é muito tradicional no Nordeste do Brasil, deve ser interessante ver como se comemora em Porto.

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  16. Este post é valioso! Quem dera ter lido antes de ir pra lá. Meu roteiro seria mais econômico e interessante!

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  17. Querida Ruthia
    Um portuense não apresentaria melhor reportagem! Muitos e muitos parabéns.
    Ao ver o vídeo, quase deu para sentir o cheirinho da sardinha assada!
    Esta é, de facto, uma cidade única, agora tão na moda, constantemente pejada de turistas, mesmo no inverno e aos dias de semana.
    Uma cidade que me diz muito! Obrigada pelo trabalho apresentado.
    Um beijinho
    Beatriz

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    1. Que grande elogio Beatriz. Acho que é preciso gostarmos de um destino para o apresentarmos como nosso. E Portugal está repleto de lugares fáceis de nos apaixonarmos por eles.

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  18. Tantas e tão boas razões para ir ao Porto. Gostei da forma como abordaste esta cidade, muito interessante o texto.

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  19. O Porto está na moda, mas a Ruthia ainda lhe dá mais um empurrãozinho. :) O Porto merece, é uma cidade que aconchega, com muita humanidade, e que sabe receber muito bem. É caso para dizer: de porto em porto até ao Porto final.

    Abraço :)

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    1. O Porto final é onde toda a família consegue estar junta, o que não acontece tão amiúde como nós gostaríamos...

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  20. Aê... estou indo para Porto em Junho no festivel NOS Primavera Sound! :-) Vou matar a saudade desta cidade linda.

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  21. A rota dos azulejos e a arte de rua me empolgam demais! Sonhando em desbravar em breve cada cantinho dessa cidade! Dicas gratuitas mas que não deixam nada a desejar! Afinal, desbravar a cidade caminhando, continua sendo um dos melhores jeitos de descobrir e se descobrir também! :)

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  22. Ainda não conheço a cidade do Porto. Estou sempre a planear a minha primeira visita, mas ainda não tive a oportunidade de a realizar. Esta publicação foi muito útil para que eu possa escolher bem os locais a visitar ^^,

    Miss DeBlogger

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  23. Dicas muito boas. Adorei. O Porto é uma bela cidade e vale a pena explorá-la.

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  24. AMEI seu post de cara, logo que abri haha! Como é bom ter acesso a lugares lindos sem gastar nada ne? Muito bom o post!

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«Viajar torna uma pessoa modesta – vê-se como é pequeno o lugar que ocupamos no mundo.» (Gustave Flaubert)

Obrigada por ler as minhas aventuras e ainda gastar um momento para comentar. A sua presença é muito importante para mim. Um abraço e até breve!